Jovens portugueses são dos mais obesos da Europa

Portugal está no top 5 dos países com mais adolescentes obesos. O estudo da Organização Mundial de Saúde mostra que um em cada 10 rapazes de 11 anos tem excesso de peso.

Mais do dobro. A prevalência de obesidade entre os rapazes com 11, 13 e 15 anos é de 6,9 por cento, nas raparigas três por cento. Os números atiram Portugal para o topo da lista dos países em que os adolescentes são mais obesos com uma percentagem de cinco por cento, dados de 2014, mais 0,3 pontos percentuais que em 2002. Pior só mesmo a Croácia, Grécia, Macedónia e Eslovénia.

O estudo da Organização Mundial de Saúde analisa o fenómeno em 27 países. Foi coordenado em Portugal pela investigadora Margarida Gaspar de Matos que em declarações ao Diário de Notícias e ao Público justifica estes números, por exemplo, com os hábitos alimentares. A começar pela ingestão de fruta. Se é certo que o país até não é dos piores neste indicador (quase 41 por cento), a verdade é que no espaço de 12 anos, o número de adolescentes que come fruta todos os dias baixou 6,8 pontos percentuais.

Os resultados são piores no que diz respeito à ingestão de legumes. Apesar da melhoria de 2 pontos percentuais durante este período, só 28 por cento dos jovens com 11, 13 e 15 anos comem vegetais diariamente. Na Bélgica a percentagem chega aos 50 por cento. A psicóloga Margarida Gaspar de Matos atribui às dificuldades económicas o consumo mais baixo tanto de vegetais como de fruta.

Mas nem tudo é mau. Entre 2002 e 2014 baixou de forma significativa o consumo de doces e refrigerantes.

O comportamento sedentário é outro dos fatores que justifica os números da obesidade em Portugal. O indicador referente à prática de exercício físico revela que Portugal está abaixo da média dos 27 países analisados, pior no caso das raparigas com 15 anos. Só seis por cento das jovens com esta idade praticam exercício, o número mais baixo entre todos os países.

O estudo da Organização Mundial de Saúde é apresentado esta quarta-feira à tarde, no Congresso Europeu de Obesidade, na Alfândega do Porto.

in:www.tsf.pt

Quanto custa a inactividade física em Portugal?

A OMS estima que, para um país de 10 milhões de habitantes onde metade da população é fisicamente inactiva, o custo anual da inactividade física é cerca de 900 milhões de euros. A aplicar-se a Portugal seria um valor considerável, equivalente a 9% do orçamento do Ministério da Saúde para 2017.
Quando se discute a saúde de uma população, poucas matérias são tão consensuais como o combate às doenças não-transmissíveis, também chamadas ‘doenças crónicas’, tais como a diabetes, a depressão, as doenças cérebro-cardiovasculares, oncológicas e respiratórias. No seu conjunto, são responsáveis por uma fatia considerável dos custos de saúde, incluindo custos directos (ex., internamentos, medicamentos, cirurgias) e indirectos (ex., perdas de produtividade devido a doença ou morte prematura). A inactividade física é um importante factor de risco para o desenvolvimento destas doenças e estão disponíveis desde 2016 estimativas para os seus custos a nível mundial.
Há dois aspectos a considerar para se analisar o peso da inactividade física nos custos de saúde. Primeiro, qual a relação da (in)actividade física com a mortalidade e com a doença. Ou seja, qual a diferença no risco de doença/morte entre uma pessoa fisicamente activa e uma pessoa sedentária. Segundo, qual a prevalência da inactividade física (quantas pessoas são sedentárias). Com estes dados, é possível calcular a percentagem da doença e da mortalidade que pode ser atribuída à inactividade física.

in Publico.pt

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Um dos gráficos deste artigo ilustra a relação entre o nível de actividade física e o risco de mortalidade. Pode observar-se que o risco diminui à medida que aumenta o tempo de prática de actividade física. E que a maior parte do efeito protector se obtém com 20-25 minutos por dia de actividade física moderada, valor próximo das recomendações da OMS para adultos: 150 minutos por semana em actividades como caminhadas em passo rápido, a prática de um desporto, aulas de dança, exercício físico no ginásio, ou corrida.

Relativamente à prevalência da inactividade física em Portugal, dados do Eurobarómetro (2014) revelaram que 72% dos adultos portugueses ‘nunca’ ou ‘raramente’ fazia exercício ou desporto, e apenas 23% cumpria as recomendações da OMS (no gráfico). No Inquérito Nacional da Saúde de 2014, apenas 20% dos inquiridos com mais de 15 anos referia praticar exercício físico pelo menos 3 vezes por semana. Noutro estudo nacional, a actividade física dos portugueses foi avaliada directamente com um aparelho electrónico usado à cintura (acelerómetro) e apenas 21% dos adultos atingia o valor actualmente recomendado pela OMS.

in Publico.pt

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Considerando estes factores, estima-se que, em Portugal, a inactividade física seja responsável por 8% dos casos de doença das coronárias, 11% dos casos da diabetes do tipo II, 14% dos casos de cancro da mama e 15% de cancro colo-rectal. Relativamente à percentagem da mortalidade atribuída à inactividade física no nosso país, está estimada em 14%. Ou seja, se a actividade física se generalizasse a toda a população, uma em cada 7 mortes poderia ser evitada anualmente. Como eliminar a inactividade física é um cenário improvável, se o Estado português conseguir uma redução de 10% na sua prevalência – meta assumida para 2025 – poderão ser evitadas cerca de 1500 mortes todos os anos.
Voltando aos custos, num artigo da revista Lancet publicado em 2016, o custo total da inactividade física em Portugal foi situado entre 210 milhões e 460 milhões de euros*, incluindo custos directos e perdas de produtividade com mortalidade prematura (dados de 2013). Contudo, apenas se consideraram custos directos relativos a 5 das 22 doenças e condições que a actividade física comprovadamente previne. E muitos custos indirectos não puderam ser estimados (ex. absentismo, custos com apoio familiar ao doente), como os próprios autores reconhecem. Mais importante, foi considerada uma prevalência de inactividade física para Portugal de 35%, um valor muito reduzido face à realidade.

Artigo retirado de Publico.pt

Actividade física: conhece as recomendações?

Se não pratica actividade física mas gostaria de tentar, ou se pratica mas não está certo/a de estar dentro das recomendações da OMS, este artigo é para si.

Sabemos que é bom para a saúde reduzir a ingestão de sal, não fumar, beber álcool apenas em doses moderadas, praticar actividade física. Recomendações que fazem parte do que hoje se designa por “estilo de vida saudável”. Contudo, os limites destas recomendações nem sempre são claros. O que representa uma “dose moderada de álcool”? O que significa exactamente “praticar actividade física”? Este artigo visa clarificar esta última questão.

Se não pratica actividade física mas gostaria de tentar, ou se pratica mas não está certo/a de estar dentro das recomendações da OMS, este artigo é para si.

Actividade física moderada

Inclui actividades como a marcha rápida, andar de bicicleta em terreno plano, fazer hidroginástica, alguns tipos de dança, desportos leves e todas as actividades físicas aeróbicas (repetitivas) que nos fazem respirar um pouco mais rápido e nos aquecem o corpo, mas não nos tiram o fôlego. Indicador simples: enquanto as fazemos, conseguimos conversar mas já não conseguimos cantar.

Actividade física vigorosa

Ao praticar estas actividades, já não conseguimos conversar sem perder o fôlego. A corrida, desportos como o futebol, nadar sem parar, pedalar uma bicicleta a subir ou participar numa aula de grupo em ginásio são predominantemente actividades vigorosas. É normal transpirar e não conseguir manter estas actividades por mais de 30 minutos seguidos sem descansar.

Exemplos de pessoas que cumprem as recomendações da actividade física:

. Uma pessoa que faz 30 minutos de caminhada rápida em pelo menos cinco dias da semana, por exemplo, em deslocações de/para o emprego ou nos tempos de lazer (p.ex., ao início do dia ou ao fim da tarde/noite).

. Uma pessoa que faz uma longa caminhada (1h30) ao fim-de-semana e depois complementa com exercícios em casa (p. ex., numa bicicleta estacionária) ou no ginásio, totalizando estes 60 minutos.

. Uma pessoa que pratica corrida, natação, cycling, futebol ou ténis (a trocar bolas continuamente) e faz três ou mais treinos semanais com mais de 25 minutos de duração cada, ou dois treinos de pelo menos 40 minutos cada.

. Uma pessoa que frequenta um ginásio duas ou três vezes por semana com combinações de actividades moderadas e vigorosas (por exemplo, aulas de grupo, treino personalizado, musculação).

. Uma pessoa que usa a bicicleta para uma parte (ou a totalidade) das suas deslocações diárias entre casa e o emprego.

Nota: todos os períodos de 10 minutos ou mais podem ser contabilizados para acumular actividade física. Por exemplo, 3 períodos de
10 minutos de caminhada rápida por dia contabilizam 30 minutos de actividade física moderada nesse dia.

Recomendações adicionais:

• Incluir duas ou mais sessões por semana de actividades de fortalecimento muscular. Por exemplo, em casa ou num ginásio, com o peso do corpo ou com a ajuda de equipamentos de musculação.

• Pessoas com mais 65 anos devem realizar actividades que estimulem o equilíbrio três vezes por semana, no sentido de prevenir as quedas.

Evitar passar muitas horas sentado/a (por exemplo, à secretária) e interromper essa actividade a cada hora com breves deslocações (por exemplo, subir e descer alguns lanços de escadas).

Escolher a opção fisicamente mais activa sempre que possível. Por exemplo, usar as escadas em vez do elevador no dia-a-dia ou deixar o carro estacionado mais longe das entradas (supermercado, centro comercial).

A rubrica Actividade Física é da responsabilidade do Programa Nacional de Promoção de Actividade Física da Direcção-Geral de Saúde

Fonte: https://www.publico.pt

Atividade física regular reduz risco de 13 tipos de cancro

Créditos: examiner.com

Créditos: examiner.com

Os investigadores detetaram uma redução do risco dos seguintes cancros: esófago (-42%), fígado (-27%), pulmão (-26%), rim (-23%), estômago (-22%), endométrio (-21%), sangue (-20%), cólon (-16%) e mama (-10%).

Manter uma atividade física moderada e continuada permitirá reduzir o risco de 13 tipos de cancro, segundo um estudo norte-americano hoje divulgado.

Estima-se que 51% dos adultos nos Estados Unidos e 31% em todo o mundo não façam qualquer exercício recomendado para manter a saúde, sublinham os investigadores do Instituto Nacional do Cancro norte-americano (NCI), cujo estudo foi publicado ‘online’ no Journal of the American Medical Association, Internal Medicine.

Por atividade física regular entendem os investigadores caminhar, correr, nadar ou andar de bicicleta a um ritmo entre o moderado e o vigoroso durante 150 minutos por semana.

Centenas de estudos anteriores analisaram a relação entre atividade física e redução do risco de desenvolver cancro do cólon, da mama e do endométrio, tecido que reveste o útero, mas os resultados não foram conclusivos para os outros tipos de tumores, devido ao demasiado pequeno número de participantes envolvidos, observam os autores do novo estudo.

Fonte:www.dn.pt

Que alimentos são ricos em proteínas?

proteinasSe analisares uma tabela de informação nutricional de alimentos ricos em proteína, irás verificar que as carnes, aves e vísceras são os que ocupam os primeiros lugares, não apenas devido à quantidade de gramas de proteína por cada 100g, mas também à qualidade da mesma, pois são proteínas completas de alto valor biológico que contém todos os aminoácidos essenciais, que nós humanos não conseguimos sintetizar e necessitamos de obter pelos alimentos. No geral, a maioria dos alimentos de origem animal são ricos em proteína, desde os laticínios (iogurte, leite, queijo, etc.) com 8 g de proteína por porção, às carnes magras e de aves com 8g de proteína por cada 30g, os peixes que aportam em média 20g de proteína por cada 100g e os ovos com cerca de 7g de proteína por unidade.

Contudo, não são a única opção, podes selecionar proteínas de origem vegetal, em alimentos como leguminosas (feijão, grão, lentilhas, ervilhas, favas,…) com 7g de proteína por meia taça, a soja com mais de 30g de proteína por cada 100g, os tremoços com 15g de proteína por um punhado e os frutos secos (amêndoas, avelãs, nozes, pistácios, etc.) com cerca de 20g de proteínas por 100g.

In: sportlife.com

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